Valha-nos o exemplo do sargento
Já não ouço o que o Sr. José Sócrates diz; soa a oco, e não podemos dissociar o homem da sua política. Não podemos dizer: “não nos interessa os assuntos privados do Primeiro-ministro”, como por exemplo, o facto de ter obtido uma licenciatura por via de trocas e promessas de favores políticos. A corrupção política não é assunto privado.
Num país em que o tráfico de influências atinge o topo do Estado, entendeu esse Estado corrupto que o PNR tinha armas de fogo e propaganda xenófoba na sua sede, e procedeu a uma rusga intimidatória em vésperas de uma conferência de extrema-direita a realizar em Portugal. Esse Estado corrupto tem medo, e tem razões para ter medo; esse Estado vive mal com o povo. E por absurdo, essa rusga policial fez com que um evento político que passaria praticamente despercebido na opinião pública passasse a abrir os telejornais.
Temos um Estado que se comporta como um elefante numa loja de louças: pavoneia-se, intimidando com o seu porte físico, e parte a louça toda com alarde e estupidez natural.
Sendo eu um conservador, em termos ideológicos, e cristão em filosofia de orientação de vida, não concordo com uma dita “esquerda herética” que se instalou no topo da hierarquia do Estado e que nos consome a paciência e o sustento; uma “esquerda” proselitista, uma máfia que se nos impõe como sendo positiva, porque “para bem do povo”. Corrompe-se moral e materialmente o Estado, a bem da Nação.
Se o Sr. José Sócrates Pinto de Sousa fosse do PSD ou do CDS, teríamos um Louçã a berrar pela sua demissão, diligências, embaixadas e pressões “progressistas” sobre o Presidente da República. Sendo o PM da dita “esquerda” do compadrio político e das agendas políticas “heréticas” sempre por realizar – e até à exaustão –, ouvi incrédulo, Louçã defender tacitamente o Primeiro-ministro, e a maçonaria exerceu as devidas pressões sobre tudo o que se mexia no sentido de denunciar um autêntico escândalo político provocado por um descarado e desavergonhado tráfico de influências.
Entretanto, o sargento Gomes continua preso, por amor de pai.







