What tomorrow will bring, I know not
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“Revolucionário ou Reformador – o erro é o mesmo. Impotente para dominar e reformar a sua própria atitude para com a vida, que é tudo, ou o seu próprio ser, que é quase tudo, o homem foge para querer modificar os outros e o mundo externo. Todo o revolucionário, todo o reformador, é um evadido. Combater é não ser capaz de combater-se. Reformar é não ter emenda possível.” (1)

Fernando Pessoa foi muito mal defendido por Clara Ferreira Alves no concurso “Os Grandes Portugueses”. O facto da vacuidade subir à ribalta explica o estado a que chegou este país – com uma elite de literatos, sem farda fardados, impondo-nos o mesmo tipo de mediocridade que criticam.
Salvou-se o Hélder Macedo (Luís Vaz de Camões), o Rosado Fernandes (Marquês de Pombal), o Jaime Nogueira Pinto (Salazar), Miguel Júdice (Ari Sousa Mendes), e até Paulo Portas (e aqui, sou insuspeito), representando El Rei dom João II. Da plateia, as vozes dos ilhéus Guilherme Silva e Bettencourt Resende amenizaram o ambiente, e Fernando Dacosta acertou em muita coisa. Por muito que queiram desvalorizar o “concurso”, o que se passou reflecte religiosamente o estado de Portugal.
Perante os revolucionários presentes, em maioria na plateia, titubearam os reformadores, em maioria no painel. Perante os decibéis e pesporrência insuportáveis de Odete Santos, calaram-se os moderados, porque não têm todos emenda possível – todos incorrem no mesmo erro, são as duas faces da moeda que circula.
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