perspectivas

Terça-feira, 27 de Março de 2007

What tomorrow will bring, I know not

Arquivado como: Sociedade — O. Braga @ 2:39 pm
    “Revolucionário ou Reformador – o erro é o mesmo. Impotente para dominar e reformar a sua própria atitude para com a vida, que é tudo, ou o seu próprio ser, que é quase tudo, o homem foge para querer modificar os outros e o mundo externo. Todo o revolucionário, todo o reformador, é um evadido. Combater é não ser capaz de combater-se. Reformar é não ter emenda possível.” (1)

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Fernando Pessoa foi muito mal defendido por Clara Ferreira Alves no concurso “Os Grandes Portugueses”. O facto da vacuidade subir à ribalta explica o estado a que chegou este país – com uma elite de literatos, sem farda fardados, impondo-nos o mesmo tipo de mediocridade que criticam.
Salvou-se o Hélder Macedo (Luís Vaz de Camões), o Rosado Fernandes (Marquês de Pombal), o Jaime Nogueira Pinto (Salazar), Miguel Júdice (Ari Sousa Mendes), e até Paulo Portas (e aqui, sou insuspeito), representando El Rei dom João II. Da plateia, as vozes dos ilhéus Guilherme Silva e Bettencourt Resende amenizaram o ambiente, e Fernando Dacosta acertou em muita coisa. Por muito que queiram desvalorizar o “concurso”, o que se passou reflecte religiosamente o estado de Portugal.

Perante os revolucionários presentes, em maioria na plateia, titubearam os reformadores, em maioria no painel. Perante os decibéis e pesporrência insuportáveis de Odete Santos, calaram-se os moderados, porque não têm todos emenda possível – todos incorrem no mesmo erro, são as duas faces da moeda que circula.
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Quinta-Feira, 22 de Março de 2007

Mais uma “Wikimerda”

Arquivado como: Wikipedia — O. Braga @ 3:00 pm

Um artigo na Wikipédia sobre o “Movimento pró-pedofilia” está a ser votado para ser considerado válido pelos administradores da Wikimerdia.

Adenda (recado teleguiado)

A coisa é séria. A Wikipedia tem privilégios nos motores de busca; a Wikipedia é consultada por milhões de jovens; a Wikipedia pretende publicar um artigo que tacitamente legitima um movimento que defende a legalização da pedofilia. A Wikipedia é criminosa.

Actualização

Depois deste post publicado dia 8/3 às 21: 35, actualizo:

A discussão na Wiki dá maioria ao banimento do artigo. Mas o que mais me preocupa são as dúvidas de mais de 10 administradores da Wikipédia. Se existem movimentos pedófilos? Claro que existem, a começar por um partido político na Holanda (PNVD). Os administradores da Wikipedia, tão libertários, serão também hipócritas? A politica contra o “falso moralismo” das cedências em toda a linha, levou a isto: já hesitam na condenação da pedofilia, em nome da liberdade de manifestação ideológica.

Está bonito, está!

Actualização

Um dos estratagemas do marxismo cultural é colocar em causa, e de forma sistemática, a herança cultural de um Povo, herança essa que se interpõe e obstaculiza a tomada de poder. Para isso, “inventou” o descontrutivismo e a relatividade moral e ética, fomentando uma guerra cultural que destrua as bases de uma sociedade. O que está em causa é o Poder, e nada mais do que isso.

Por outro lado, o neoliberalismo que nos chega de Hayek processa-se nos mesmos parâmetros; o próprio Hayek classificou “cultura” como “um conjunto de tradições”, desvalorizando-a, reduzindo-a de uma forma simplista a um mero subproduto da tradição. Assim sendo, Hayek colocou em causa a Ética como valor natural e universal, e a sua incorporação (ao longo de milénios) na cultura popular.

Este comentário corresponde na íntegra à estratégia do marxismo cultural, ou à concepção neoliberal de “Ética cultural”, ou as duas em simultâneo.

Terça-feira, 20 de Março de 2007

União Europeia considera “lamentável” a defesa da Vida

Arquivado como: Hydra gay, Política, aborto, politicamente correcto — O. Braga @ 6:10 pm

    Roman Giertych, viceprimer ministro, titular de Educación y líder de la conservadora Liga de las Familias Polacas, ha vuelto a marcar estridentemente distancias con respecto a la UE al proponer una Carta de los Derechos de las Naciones Europeas que, con la promoción de valores como la identidad nacional y el respeto a la vida y la familia, prohíba taxativamente el aborto y limite “la propaganda homosexual”.

    A su juicio, el camino por el que se adentra Europa lleva a su extinción. La Comisión Europea califica de “lamentables” las ideas de Giertych y asegura que velará contra cualquier discriminación. Giertych, de 36 años, sorprendió a los ministros de Educación europeos que asistieron el jueves en Alemania a una reunión en la histórica ciudad universitaria de Heidelberg con una intervención típicamente suya que trascendió ayer al hacerse eco la prensa germana y entregarse el discurso en Varsovia, donde el ministro se explicó en conferencia de prensa.

El ‘número dos’ polaco exige que la UE prohíba el aborto

Sexta-feira, 16 de Março de 2007

Em boa hora

Arquivado como: Blogosfera — O. Braga @ 3:50 pm

Renovar ou morrer: O Velho da Montanha renovou.

A lei que manda heterossexuais para a cadeia

Arquivado como: Hydra gay, Política, Sociedade, politicamente correcto — O. Braga @ 3:38 pm


Um observador atento notará que a “causa gay” tem cada vez mais espaço e maior influência nos meios de comunicação de massa. Todos os dias os brasileiros recebem enxurradas, avalanches de propaganda da causa gay, pela televisão (com especial destaque para as telenovelas, que há décadas vêm, deliberadamente, minando os valores mais caros à família brasileira), pela mídia escrita e eletrônica, cinema, teatro, literatura, música, e universidades, estas redutos do esquerdismo. Trata-se de anos e mais anos de deformação da opinião pública e de embotamento do senso crítico da população. Décadas de consumo de lixo e de pornografia.
(…)
Há uma máxima segundo a qual “quem não vive como pensa, acaba pensando como vive” [02]. Quer dizer: quem não pauta sua vida segundo os postulados da razão, do bom senso, sem o perceber, como que preso por um entorpecimento ou aniquilamento do raciocínio, passa a julgar ser razão viver sob o jugo dos instintos e das paixões, dos apetites mais baixos da sensibilidade. Essa regra, válida para qualquer homem, também é válida para o Estado, pois ele reúne as virtudes e os vícios de seus súditos.
(…)
Apesar do crescimento descomunal da propaganda gay, a maior parte da população brasileira ainda é contrária ao casamento e à adoção de crianças por parceiros homossexuais. Por isso, os defensores da emancipação homossexual, hábeis na arte da hiperdramatização (chamam de homofobia o que não é), tentam o golpe capital: cortar a garganta de quem quer que ouse apontar para a imoralidade, a inaturalidade, a antijuridicidade, a danosidade social da prática da homossexualidade, impondo aos seus opositores os rigores da lei: a cadeia.
(…)

Projeto de Lei nº 5003-b/2001 (crimes de homofobia): a lei da mordaça gay, os superdireitos gays, inconstitucionalidade e totalitarismo

Terça-feira, 13 de Março de 2007

Nós por cá, todos bem

Arquivado como: FCP, nortadas — O. Braga @ 11:22 am

Ontem vi o programa da Fatinha sobre o futebol nacional. No painel, estavam os representantes dos clubes da segunda circular, mas havia um lugar vago ao lado deles; não percebo porque é que um representante do Belenenses (ou o Estrela da Amadora, ou mesmo o Vitória de Setúbal) não foi convidado para programa. Coisas da Fatinha…
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As atitudes colectivas

Arquivado como: Sociedade — O. Braga @ 9:05 am

Muita gente se perguntou como foi possível aos alemães eliminarem sumariamente uns milhões de judeus em campos de concentração. Como foi possível ao povo alemão fazer isso? Simples: devido a uma massiva propaganda ideológica.

Dou um exemplo do perigo da propaganda ideológica: está mais que provado que as emissões de CO2 não são a razão para o aquecimento global; neste fórum do “Público”, só falta defenderem o aborto até aos 9 meses. Aparece lá alguém (H. Sousa) a chamar à atenção para a mentira massificada, e não adiantou absolutamente nada, todos fizeram ouvidos de mercador, e o tom radical aumenta a cada intervenção dos comentadores, só faltando a defesa do infanticídio.

É no que dá a assumpção de atitudes colectivas. Um perigo.

Segunda-feira, 12 de Março de 2007

Presentismo Histórico

Arquivado como: Europa, Política, politicamente correcto — O. Braga @ 9:59 am

O Cabalas tem um post extremamente interessante – não só pela notícia do post em si, mas pelo que nos transmite de absurdo sobre o interesse dos políticos actuais em manipular a História. Para não estar a repetir, aconselho a leitura do post, e depois voltem cá.

O que é a História? É o relato inter-conexo (interligado ou correlacionado) de todos os factos, devidamente documentados, ocorridos no passado. Tão simples quanto isto. A História está relacionada com factos verificáveis através de documentos, sejam estes escritos, arqueológicos, etc.
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A Voz Cordial

Arquivado como: Blogosfera, Sociedade — O. Braga @ 8:26 am

Da Voz Oblíqua chegou-me este post.

Sabemos do poder da pressão social sobre o nosso comportamento, e a estória narrada é um exemplo disso. Muitas vezes tomamos decisões que afectam as nossas vidas, ao cedermos a enormes pressões exógenas, que muitas vezes são contrárias aos nossos interesses mais profundos. Lembra-me, a propósito, a história de antologia d’ “O Velho, o Rapaz e o Burro”; de tanto ouvir a voz do povo, andaram com o burro às costas, até voltarem à primeira forma.

Assim acontece, muitas vezes, connosco. No tarde, damo-nos conta de que as decisões que nos aconselha o coração — as genuínas e nossas — eram as mais correctas, e passamos a saber lidar com as pressões sociais de uma forma conveniente para todos, isto é, de uma forma inteligente, privilegiando a nossa especificidade — em detrimento das subjectividades opinativas, de gostos pessoais de outrem ou de simples modas.

Bem-vinda à Inteligência Emocional.

A celebração da cultura gay

Arquivado como: Hydra gay, politicamente correcto — O. Braga @ 7:03 am

Começou a perseguição política aos cristãos que falam português. No Brasil, Lula da Silva e os seus apaniguados pretendem a aprovação de uma lei (PDF) que sob a capa garantista de direitos, atribui privilégios especialíssimos aos gays.

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Domingo, 11 de Março de 2007

Os profetas do apocalipse

Arquivado como: Darwinismo, Política, Sociedade, politicamente correcto — O. Braga @ 12:00 am

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Na sua autobiografia, Charles Darwin reconheceu que o Population de Malthus teve uma importância decisiva na formulação filosófica da Selecção das Espécies. Malthus defendeu a ideia de que, na Natureza, os animais e plantas produzem mais descendência do que o meio-ambiente pode sustentar, por questão de sobrevivência das espécies, e que o ser humano faz exactamente o mesmo se “não for controlado”. Em 1798, e já naquela época da incipiente revolução industrial britânica que atingiria o auge em meados do século seguinte, Malthus concluiu que a fome e a miséria eram resultado exclusivo e natural do excesso de população.

Desde o tempo de Malthus, a população mundial sextuplicou; concluo que se Malthus vivesse hoje, defenderia claramente a esterilização em massa da população mundial, para além do aborto sem limites legais e temporais, e da legalização do infanticídio.
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Sábado, 10 de Março de 2007

Acho que não como mais carne de porco

Arquivado como: Geral — O. Braga @ 8:58 pm

Um advogado “às direitas”

Arquivado como: Humor — O. Braga @ 2:32 pm

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O Acaso não existe; nada acontece por “acaso”

Arquivado como: Política, Sociedade, politicamente correcto — O. Braga @ 1:00 pm

Um núcleo familiar ou similar onde se verifica uma baixa alfabetização, situações salariais e de inserção no mercado de trabalho flutuantes e onde a estabilidade emocional é frágil, são lares à partida mais susceptíveis de verificação de precoce abandono escolar.

Baixa alfabetização endémica – Pais analfabetos funcionais tendem a criar filhos analfabetos funcionais, salvo excepções. Só uma Cultura Social que valorize não só a alfabetização, como os valores da aprendizagem permanente e da leitura, poderá interromper o ciclo. A publicidade, sem outras políticas de incentivo às famílias de risco, é improfícua.

Inserção no mercado de trabalho flutuantes – Numa altura em que a própria Função Pública enfrenta a precariedade e efemeridade das relações de trabalho, a nossa sociedade fez claramente uma escolha: até há pouco tempo cabia à família, como instituição social privada, prover grande parte (senão a maior parte) dos cuidados com a educação dos menores; hoje, com a instabilidade do mercado de trabalho, precariedade do emprego e desagregação dos valores culturais da família tradicional — situações estas que o próprio Estado incentivou, através das decisões dos seus órgãos legislativos — grande parte dos recursos morais estatutários que a família detinha no passado recente desapareceu, cabendo agora ao Estado (e a escolha da sociedade foi esta) a assumpção das suas responsabilidades. O problema é que o Estado não quer — ou não pode, por razões financeiras — assumir a resolução de problemas que ajudou a criar.
Chegamos a uma situação em que à família lhe é retirada, sob o ponto de vista cultural, político e até legal, o direito à condução da educação dos seus menores, e em que assistimos à demissão tácita do Estado perante as alterações culturais que ajudou a criar.
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Oito ou oitenta?

Arquivado como: Humor, Sociedade, politicamente correcto — O. Braga @ 11:26 am

Educação no tempo de Salazar

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Educação na Era de Sócrates

  • “Se não colocas dúvidas ao teu amante, não o consegues irritar quando fizeres um aborto” (Fernanda Canse-o – DN 2006)
  • “Se desconfias que o teu homem te põe os cornos, pelo sim e pelo não, põe-lhe os cornos também. Não esperes pelas certezas dele, dá-lhe logo notícias” (Ana Dragão, Berloque de Esquerda, 2005)
  • “A desarrumação sistemática numa casa-de-banho tem o conveniente de o teu marido nunca se dar conta de quando meteste o teu amante em casa” (Clara Ferreira Alvos – Expresso 2006).
  • “Se o marido descansar nas horas vagas, não faças nada em casa; vai antes às compras ao Shopping Center e leva o cartão de crédito dele, mesmo que tenhas feito cera todo o dia, não vá ele habituar-se mal” (Lídia George, escritora, RTP 2007).
  • “Se o teu marido fuma, fuma também e atira a cinza para o chão; assim obrigas o gajo a colocar cinzeiros em toda a casa, sendo que é uma boa maneira de o mentalizares para começar a fazer alguma coisa de válido.” (Maria Teresa Bosta – feminista – Revista Visão, 2007)
  • “Nunca resistas a uma experiência pré-nupcial, principalmente com aquele amigo do teu namorado, o primo dele, e o vizinho dele que tem olhos verdes e cabelos ao vento; assim mostras que não és nenhum camafeu e que muitos te comeram.” (Mocinha de Jardim, Nova Gente 2006).
  • “Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela não se deu (a uns e outros).” (Elsa Raposa, O Sol, 2007).
  • “O casamento longo é um perigo” (Maria Ruff - Programa “Só Visto”, RTP, 2007)
  • “É fundamental manter a aparência impecável diante do amante, principalmente se for rico” (Creolina Salgado, “Eu, Creolina”, 2006).
  • “O lugar da mulher é fora do lar. O trabalho em casa efeminiza.” (Tia Lili Canecas, Jornal “Público”, 2005).
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