perspectivas

Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007

Quebra-cabeças

Arquivado como: Política — O. Braga @ 10:38 pm

Espanta-me que o Ministro da Economia diga em Pequim que Portugal tem uma economia apetecível ao investimento externo “porque tem salários baixos”, e essa mesma economia tenha um índice de crescimento na ordem de 1%.
Portugal tem salários baixos e não cresce a índices típicos de economias de salários baixos.
Dentro do espaço económico da EU a 27 países, o crescimento médio previsto para 2007 é de 2,7% sendo que Portugal se mantém na casa dos 1%, quando a maioria dos países com salários baixos (países de leste) apresentam, todos eles, perspectivas de crescimento superiores a 4%. Algumas previsões de crescimento para 2007:

Espanha: 3,7%
França: 1,9%
Alemanha: 1,8%
Itália: 2%
Reino Unido: 2,7%
Holanda: 2,8%
Polónia: 6% (os tais “salários baixos”)
Portugal: 1,2%

Se alguém adivinhar a verdadeira razão desta “incoerência” macroeconómica, não leva um prémio, mas dar-lhe-ei os parabéns pela capacidade de raciocínio.

Estudar para uma vida profissional “indiferenciada”, ou a Lei da Perca

Arquivado como: Sociedade — O. Braga @ 8:15 pm

Há anos que trabalho intimamente ligado ao sector privado da economia. Desde 1983 que falo diariamente com patrões e empregados de empresas de Portugal, dos mais variados sectores, em conversas mais ou menos formais. Dirigi equipas de trabalho com muita gente, e quem comanda pessoas serve de charneira entre a entidade patronal e os trabalhadores, tenta sempre conciliar os interesses que são, muitas vezes, díspares. E a experiência acumulada dá para analisar a evolução das relações de trabalho na nossa sociedade.
(mais…)

A manipulação

Arquivado como: Política — O. Braga @ 1:50 pm

Toda a gente sabe o que se passa com as sondagens em Portugal e o que as sondagens fazem passar. Não acredito que 70% dos portugueses sejam de opinião que uma mulher que aborte aos 7 ou 8 meses de gravidez não mereça prisão. Tenham lá paciência, mas não acredito. Mas é isso que li aqui, quando se diz “não concordar com penas de prisão para quem abortar fora do prazo legal”. Abortar “fora do prazo legal”, também é abortar aos 8 meses de gravidez; reparem como a “coisa” é colocada ao público português.

As sondagens passaram a ser uma forma de manipulação politica, um método de industriação colectiva, de anestesia das consciências. As sondagens servem uma agenda política, estão cativas do poder político. As sondagens não são isentas. Naturalmente que existem números, perguntas e perguntados. O problema é a forma como as perguntas são feitas, o universo cultural dos perguntados, e a posterior manipulação das respostas.

Neste tempo da ditadura de Sócrates, há dois tipos de sondagens: as “primárias”, que preparam os resultados finais manipulando a opinião pública, e as “conclusivas”, as que constatam os resultados preparados pelas primárias. Quando os resultados pretendidos pelas sondagens primárias não atingem os seus objectivos, não chega a existir a sondagem conclusiva; determinada parte da agenda política é esquecida ou adiada para momento oportuno.

estudo_socrates.jpg

Depois, complementando as sondagens, temos os “estudos”. Estabelecem-se critérios rigorosos a priori que definam o resultado dos “estudos”, aquilo a que chamamos de “estudos encomendados”. Contratam-se pessoas para realização dos “estudos”, de acordo com uma determinada orientação política e tendo em conta os resultados pretendidos. E o povo acredita; a oposição engasga-se. O que eu disse sobre Marques Mendes desde que ele chegou a líder do PSD, parece que toda agente vê agora.

Quando José Maria Martins diz que José Sócrates se encontra na extrema-direita, não está longe da verdade. A extrema-direita não é as botas cardadas e cabeças rapadas, segundo o estereótipo. A extrema-direita mede-se por uma ideologia populista, manipulação das massas, limitação das liberdades individuais, consagração da atitude colectiva coerciva como um bem supremo. Utilizando o socialismo como bandeira, muitos outros fizeram o mesmo que Sócrates está a tentar fazer.

Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2007

Nem tudo é mau…

Arquivado como: Sociedade — O. Braga @ 7:25 pm

Ah! Leão! É assim mesmo!

Arquivado como: Sociedade — O. Braga @ 7:09 pm

Ora, 280 mil / ano, dá 23 mil mês, isto é, 4.700 contos por mês. É fazer as contas…

xuxalista.jpg

http://dn.sapo.pt/index.html

É assim mesmo, pô! Eu não faria melhor, só que teria vergonha de me dizer “socialista”. Mudava de partido e resolvia o assunto.

Portugal e cultura dos direitos do cidadão

Arquivado como: Sociedade — O. Braga @ 5:14 pm

A Justiça lenta só interessa aos poderosos; em primeiro lugar, porque sendo lenta, torna-se mais cara, não só porque é encarada como um direito de elite, como a máquina judicial se arrasta no tempo que custa dinheiro. Em segundo lugar, a lentidão da Justiça permite a sua instrumentalização pelo Poder (em todas as suas vertentes), ao sabor discricionário das conveniências de circunstância. Por isso é que a Justiça em Portugal é lenta e noutros países é muita mais célere; não se trata de uma limitação portuguesa: trata-se de uma política deliberada.

Enquanto que em França, por exemplo, o cidadão tem direitos reconhecidos por uma Justiça célere, em Portugal não existe vontade política de alterar o status quo da lentidão da Justiça, exactamente porque convém ao poder multifacetado (não só ao poder entendido na tríade do legislativo, executivo e judicial — o poder é hoje, muito mais que isso). Os governos fazem intenção de alterar o que não seria difícil de alterar (em vez de se gastar rios de dinheiro com OTA e TGV, por exemplo), fazem intenção enganando o povo, mas no fundo, as pressões políticas para a manutenção do sistema são enormes.

Bem sei que o exemplo de Salazar não é o mais adequado, devido à distância histórica (outro tempo, outra mentalidade, outra filosofia) em que ocorreram. Mas não tenho dúvidas que um processo judicial, no tempo do Salazar, e apesar do elitismo presente no sistema judicial de então, demorava muito menos tempo a tramitar em tribunal do que hoje; isto porque o poder estava mais concentrado na tradicional tríade saída da Revolução Francesa.

Na diferença entre França e Portugal, existe uma cultura de direitos do cidadão; em França existe, em Portugal não. Por isso é que o cidadão comum “treme” quando o ameaçam com tribunal e prefere ser prejudicado sistematicamente, a procurar o conselho dessa Justiça que está escandalosamente ao lado dos poderosos (sempre esteve e estará; mas tanto quanto em Portugal, também não pode ser); o cidadão comum português não se acha digno de cidadania.

Como se fecha um blogue em Portugal

Arquivado como: Webvila — O. Braga @ 3:28 am

O Ringthane pergunta bem. Mas não tenho resposta que possa publicar aqui, porque corro o risco me fecharem esta janela também, por “intolerância politicamente incorrecta” (como aconteceu com o Engenium) (nota: parece que o Engenium foi reactivado).

Chamo a vossa atenção para os seguintes termos de prestação de serviços de um alojador português (em http://www.100mp.com/termos.php — não linko para não suscitar discussões indesejáveis):

Artigo 7º

b) Os nossos servidores não podem ser a fonte, o intermediário, ou o destinatário do endereço envolvido na transmissão de SPAM, flames, ou mail bombs.
c) O seu domínio não pode ser referenciado em nenhuma das circunstâncias indicadas na alínea anterior.
f) Reservamos o direito de determinar quem viola esta política. Toda a violação resultará na desactivação imediata dos serviços sem qualquer tipo de reembolso.

O que significa isto, em linguagem que toda a gente possa entender?

Imaginemos que alguém faz um blogue contra a política do Sócrates, e que esse blogue se torna conhecido. Imaginemos que um lobby político (por exemplo, o lobby gay) favorável à política do Sócrates, não gosta do blogue; o que tem que fazer? Simples: organizar um mail bomb ou um Email Dictionary Attack. Bombardeia o servidor onde está instalado o blogue, fazendo questão de sublinhar nesse bombardeio, de que a vítima visada é o dito blogue. O servidor portuga, que normalmente tem fracas defesas para este tipo de ataques, entra em “downtime” (ou entra em “instabilidade”, consoante a periodicidade e a violência dos ataques), com prejuízos para toda a gente ali alojada, incluindo para o blogue referido.

No dia seguinte, o bloguista, e segundo estes termos de prestação de serviços, é “despedido” sem aviso prévio e sem reembolso, pagando por um crime que não cometeu. O “crime” que terá cometido foi o de incomodar determinado lobby político.

Depois, o bloguista arranja outro alojador português; e a história repete-se, até que ele acaba por desistir, por cansaço. É disto que se trata.

Adenda: no caso dos blogues alojados aqui, é mais simples: basta uma denúncia para os administradores do WordPress com a acusação de “homofobia”, e o blogue é simplesmente encerrado. No caso do http://blogspot.com, é mais difícil convencer os administradores a fechar um blogue por motivos políticos (não me lembro de nenhum encerramento), mas casos de vandalismo, como o que aconteceu com o Abrupto recentemente, ocorriam com frequência na versão anterior do Blogger.

O complexo lisboeta

Arquivado como: Sociedade — O. Braga @ 2:39 am

Fátima Campos Ferreira, enfatizante e um nadinha preocupada, dirigindo-se ao médico de Valença, Dr. Diogo Cabrita, no programa Prós e Contras:

Olhe que eu não nasci em Valença! Vivi em Valença até aos 15 anos, mas nasci em Lisboa!

Ficamos a saber que Fátima Campos Ferreira não é parola. Ainda bem.

O passe de mágica

Arquivado como: Política — O. Braga @ 2:27 am

Este governo é o da multiplicação dos pães; pretende o milagre de reduzir recursos (nomeadamente os recursos humanos) para “melhorar” a qualidade do Serviço Nacional de Saúde.

Esta “reforma” do SNS do ministro Correia da Morte, é um passo atrás em termos de qualidade de serviços de saúde distribuída pelo território nacional, é a reforma economicista e da sobreposição valorativa dos números estatísticos sobre a componente humana.

Esta “reforma” é um contributo evidente para uma política de aceleração da desertificação do interior; insere-se numa política de desprezo pelas zonas rurais do País. Neste sentido, esta reforma do SNS é profundamente reaccionária (no sentido do progresso do País como um todo), centralista, é um retrocesso na valorização global do território em Portugal.

As “reformas” deste governo na Saúde começam pelo telhado; este Governo parte de premissas falsas, de condições irreais e inexistentes no terreno.
A demagogia é assustadora, sempre a coberto de uma linguagem tecnocrática que despreza o Portugal mais profundo. Como num passe de mágica, os tecnocratas, burocratas, e cabeças-de-ar-condicionado de Lisboa, acreditam que pela simples análise de números se alteram as condições de acessibilidade das aldeias e vilas de Portugal.

Este é um governo que eleva o cinismo da importância da contagem dos votos, a um patamar insuportável. Este é um governo do “faz de conta”; o governo da Alice no País das Maravilhas.

Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007

Portugal, Benny Hill e os mortos-vivos

Arquivado como: Sociedade — O. Braga @ 8:06 pm

Enquanto o novo LCG não arranca, vou-vos escrevendo daqui sobre o Portugal do progresso socrático. Desta vez, José Sócrates e o Benny Hill da Saúde, conseguiram mais um milagre: sepultar um homem vivo.

“Funeral para um homem vivo
Uma alegada troca de camas no Serviço de Urgências do hospital de Leiria «matou» um dos pacientes e só duas horas antes do funeral é que a família descobriu que o corpo dentro do caixão era de outra pessoa.

Esta coisa de enterrar pessoas vivas, não é novidade; Sócrates e o seu governo não têm feito outra coisa desde que subiram ao poleiro. Os portugueses já se fazem de mortos, a ver se escapam a um funeral certo; só os mortos escapam à voracidade dos funerais políticos, promovidos em série pelo governo xuxialista.

E se alguém se engana, com o seu ar sisudo, e lhes franqueia as portas à chegada, eles enterram-no (literalmente, de uma maneira ou doutra), porque os mortos, mesmo vivos, não falam.

Webvila: “O WordPress não pode funcionar com plugins” (sic)

Arquivado como: Webvila — O. Braga @ 4:28 pm

Pelo que soube, a Webvila ameaça processar judicialmente os blogues que façam referência a este blogue. Se não fosse triste de se ver, daria para rir.

Agora, a Webvila alega que eu usava plugins no WordPress e que não poderia usar plugins. Estive eu meses a usar plugins enquanto estive alojado no Hosting Portugal, e de repente, a Webvila chegou à peregrina conclusão de que os plugins do WordPress eram incompatíveis com o seu servidor.

Neste link, está a lista de plugins aconselhados pelo http://wordpress.org para a versão 2.0 do WordPress.

plugins.jpg

Mais abaixo podemos ver o plugin Blogliner, que alegadamente (e incrivelmente) a Webvila acusa de “instabilizar” todo um servidor. Se eu fosse dono da Webvila, teria vergonha em utilizar este argumento, que só coloca em causa a própria fiabilidade dos seus serviços.

plugins2.jpg

Peço a quem tenha um domínio com blogue em WordPress, que instale o Blogliner e verifique que este argumento da Webvila não tem cabimento. Existirão certamente outras razões para a Webvila cancelar unilateralmente, sem aviso prévio e sem justa causa, um contrato celebrado. Cabe à Webvila explicar as razões, o que não foi feito; continuo à espera da explicação das verdadeiras razões para o cancelamento de contrato. O que não tem cabimento é que a Webvila se refugie no argumento de que “eu usava plugins no WordPress”, e que ameace judicialmente quem cite este blogue.

Actualização:

Transcrevo parte de um comentário que não é publicado na íntegra, por conter linguagem intimidatória:

Ex.mo Senhor
Dr. Orlando Braga

Webvila: “O WordPress não pode funcionar com plugins” (sic)

Isto é uma citação. E não fizemos essa afirmação. Tal como são imprecisas e/ ou não são verdadeiras as imputações que faz à nossa empresa.

Os Tribunais existem para resolver conflitos. (e segue-se o texto intimidatório que, assumo, é sancionado aqui.) Assina: Rui Soares (Webvila)

****

Cito um trecho de um email que alguém me enviou (anonimato garantido e prometido), da autoria da Webvila:

«A conta de alojamento da pessoa a que se refere o texto estava a utilizar um plugin que afectou gravemente a estabilidade do servidor. O alojamento foi suspenso, com intenção de cancelamento do alojamento, com reembolso dos 3 dias que faltavam para o fim do alojamento.»

Este texto faz parte de um email enviado pela Webvila a um blogger que fez uma simples referência a este blogue, com ameaças à mistura.

1. Não se sabe qual é o plugin que dá cabo de um servidor inteiro (esses “plugins” são coisa terrível! Deveriam ser proibidos — e alguns blogues politicamente incorrectos também :smile: ).

2. Como se vê, a razão pueril alegada pela Webvila para calar o Letras Com Garfos é de que eu utilizava plugins no WordPress. Fico à espera da explicação sobre as verdadeiras razões para justa causa no cancelamento unilateral do contrato.

Domingo, 25 de Fevereiro de 2007

O Livro que desassossega

Arquivado como: Geral — O. Braga @ 4:07 pm

O que tenho lido sobre a vida de Fernando Pessoa é, para mim, a prova de que a metempsicose existe. O poeta não aprendeu a língua portuguesa nas escolas da sua infância – foi em inglês sul-africano que escreveu as primeiras letras. O contacto com a língua materna fez-se mais por ligações afectivas do que pelas necessidades da vida prática. Contudo, Pessoa manipula as palavras em português, como ninguém.

Gosto de Camões e da sua complexidade literária. Mas Pessoa, para além do domínio da língua, domina as ideias. Ler um pequeno trecho de Pessoa, é um desafio à nossa capacidade de pensar a Filosofia – e refiro-me ao Livro do Desassossego.
Já me lembrei de criar um blogue só para este efeito: dissecar, frase por frase, trecho por trecho, todo o Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa; a minha vida toda não chegaria para cumprir esse desiderato, como a vida inteira da Livraria de Almada Negreiros o condenaria à perdição por não poder ler todos os livros, nos anos que lhe restava de vida.

Fernando Pessoa, é eterno pela fama, e certamente eterno pelas memórias que passam pelo Akasha da sua metempsicose cósmica. Sobre a Glória e a Fama, escreveu:

A Glória não é uma medalha, mas uma moeda: de um lado tem uma Figura, do outro lado uma indicação de valor. Para os valores maiores não há moeda: são de papel e esse valor é sempre pouco.
(…)
Quanto mais alto o homem, de mais coisas se tem que privar. No píncaro, não há lugar senão para o homem só. Quanto mais perfeito, mais completo: e quanto mais completo, menos outrem.

Só alguém com uma espiritualidade profunda e intrínseca poderia ter escrito isto. E com esta simplicidade de expressão.

Frase do dia

Arquivado como: Geral — O. Braga @ 3:41 pm
Todo o prazer é um vício — porque buscar o prazer é o que todos fazem na vida, e o único vício negro é fazer o que toda a gente faz.

Fernando Pessoa (”Sofrimento Apocalíptico”) — Livro do Desassossego

Alojamento de sites em Portugal

Arquivado como: Webvila — O. Braga @ 3:05 pm

A fiabilidade e confiança nos servidores portugueses é baixa, em tudo devido a lacunas legais e/ou não aplicação da lei existente. Para quem quiser instalar um blogue com domínio próprio, chamo à atenção para os factos que verifiquei por experiência própria:

1) Os Host Providers portugueses, normalmente, utilizam servidores estrangeiros. Não “fabricam” praticamente nada, compram tudo feito. Compram o espaço em servidores estrangeiros por atacado, e vendem a retalho ao portuga por uma pipa de massa. A maioria assim faz.
2) A maioria dos Host Providers portugueses faz questão de ter um servidor próprio por uma questão de prestígio, que funciona em linha T1, quando nos Estados Unidos a maioria dos servidores já funciona com linha T2 (e mesmo T3). Os servidores portugueses, na sua maioria são vetustos dinossauros cibernéticos com pomposos nomes farmacêuticos (Dual Opteron, TriLogin, etc.) para “impressionar cliente”. Contudo, não dispõem (na maioria) de software (e hardware necessário para esse software) para bloquear ataques DNS de forma eficiente, por exemplo. Um ataque cibernético a um site hospedado num servidor português, pode ser considerado “justa causa” para rescisão unilateral do contrato por parte do Host Provider portuga.
3) Uma empresa de Host Provider no estrangeiro, nunca é considerada como tal se não tiver uma sala com servidores em T2. Um hospedeiro pequeno nos Estados Unidos, tem no mínimo, 5 máquinas ligadas em T2 à rede. Em Portugal, uma empresa em nome individual que tenha um servidor sofrível em T1, é considerado legalmente como sendo um Host Provider autorizado. A lei precisa de ser revista, e rapidamente, para salvaguardar o consumidor e o sucesso das empresas que investem nesta área (que também existem boas empresas a hospedar domínios em Portugal; são é muito poucas).
(mais…)

Optimista, apesar de tudo

Arquivado como: Webvila — O. Braga @ 11:23 am

Tendo em conta a ostensiva desprotecção dos direitos dos cidadãos, não é prudente a quem trate de matérias sensíveis para o poder, usar servidores nacionais e correio electrónico nacional.

Estou totalmente de acordo com esta ideia expressa no Do Portugal Profundo. Em Portugal, temos uma polícia que funciona em autêntica roda livre e com a maior das impunidades.
Mas o fenómeno não é só português; embora mais soft, existem até acusações sobre o Google e o seu gmail, por exemplo. Na Alemanha, blogues que utilizam hospedeiros alemães e que questionam a legitimidade do politicamente correcto são sumariamente fechados, não pelos tribunais, mas pelos seus hospedeiros. A censura não vem directamente do poder, como no caso da PIDE; utiliza-se a auto-censura a nível da base da pirâmide social, utilizando censores “privados”, mais de acordo com o “método DGS”. A censura é camuflada pelo “critério de publicação reservado”, que é um direito inerente à propriedade privada e que se pode aplicar em todas as situações que os hospedeiros entendam sancionar. É isto que é extraordinário, o facto de assistirmos ao neoliberalismo aliado ao marxismo cultural: o robotismo (excelente definição da nova ideologia).
(mais…)

Próxima Página »

Blog em WordPress.com.