perspectivas

Sábado, 27 de Janeiro de 2007

Mitos da “modernidade”

Arquivado como: Geral — O. Braga @ 3:10 pm

Uma coisa que não compreendo é esta “nova” mentalidade, que entre outras coisas, parte do principio de que resulta sempre telefonar “30 mil vezes” quando o destinatário não atende, mesmo que não seja urgente. A verdade é que, à medida que o nível educacional do povo evolui, vai resultando cada vez menos. Vamos lá ver:

  • Se eu não estiver a ouvir o telemóvel, adianta exactamente o mesmo ligar duas vezes do que ligar “30 mil vezes”; se não o estou a ouvir, a pressão de quem telefona é improfícua.
  • Se eu estiver a ouvir o telemóvel e não quiser atender naquele momento (ou num determinado período de tempo), vale exactamente o mesmo telefonar duas vezes (admito que se ligue 2 vezes, por uma questão de certificação do número) que ligar “30 mil vezes”, porque às páginas tantas, tiro o som ao telemóvel (toca pr’aí!). Neste caso, a insistência desmedida causa exactamente o efeito contrário: chateia o destinatário da mensagem, em vez de o cativar.

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Quinta-Feira, 25 de Janeiro de 2007

Carta duma professora

Arquivado como: Política — O. Braga @ 4:40 pm

No número 1784 do Jornal Expresso, publicado no passado dia 6 de Janeiro, o colunista Miguel Sousa Tavares desferiu um violentíssimo ataque contra os professores (que não queriam fazer horas de substituição), assim como contra os médicos (que passavam atestados falsos) e contra os juízes (que, na relação laboral, pendiam para os mais fracos e até tinham condenado o Ministério da Educação a pagar horas extraordinárias pelas aulas de substituição).
Em qualquer país civilizado, quem é atacado tem o direito de se defender. De modo que a professora Dalila Cabrita Mateus, sentindo-se atingida, enviou ao Director do Expresso, uma carta aberta ao jornalista Miguel Sousa Tavares. Contudo, como é timbre dum jornal de referência que aprecia o contraditório, de modo a poder esclarecer devidamente os seus leitores, o Expresso não publicou a carta enviada. Aqui vai, pois, a tal Carta Aberta, que circula pela Net. Para que seja divulgada mais amplamente, pois, felizmente, ainda existe em Portugal liberdade de expressão.

Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2007

Voto

Arquivado como: Política — O. Braga @ 9:01 pm

Eu já não voto em pessoas ou projectos; voto em ideias.

Deixei de acreditar nas pessoas. Mesmo quando as ideias das pessoas coincidem com as minhas, mantenho a vigilância, porque as pessoas mudam ou revelam-se tal qual são, e eu tenho o direito de mudar de opinião sobre elas, mantendo as minhas ideias. E aceito, naturalmente, que façam o mesmo comigo.

Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2007

O engenheiro sanitário

Arquivado como: Política — O. Braga @ 1:45 pm
The Americans say: “We have George Bush, Stevie Wonder, Bob Hope, and Johnny Cash”. Well, the Portuguese say: “We have José Socrates, no wonder, no hope, and no cash”.

Existem cargos na administração pública que requerem licenciatura. Ao contrário do que dizem os republicanos convictos, nem toda a gente pode ser secretário-de-estado; lembro-me de uma polémica recente com um ministro ou um secretário-de-estado (do Desporto, salvo erro, de nome Lince) que embora sendo considerado competente, foi perseguido até à sua demissão por não ter uma licenciatura. Não vou discutir a lei; ela é como é.

É inadmissível que alguém se sirva da partidocracia para criar excepções legais que permitam a sua licenciatura “a pedido”. O ABC já tinha publicado em 22 de Fevereiro de 2005 um texto que levantava dúvidas sobre o “curso” de Sócrates. O texto que se segue é da autoria de Fernando Sobral e foi publicado no “Jornal de Negócios” de 7 de Março de 2006.
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